Curso de Introdução a História Pública

Fazer “história pública” significa difundir o conhecimento histórico para amplas audiências, acreditando-se que a história não é aprendida apenas em sala de aula – mas de diversas formas e em muitos momentos. Através de um sem-número de recursos, o profissional da área pode levar história e memória ao público atuando em arquivos, centros de memória, museus, televisões, rádios, editoras, jornais, revistas, organizações governamentais e não-governamentais, consultoria, entre outros espaços.

Trabalhar dessa maneira – para e com o público – exige uma série de habilidades, métodos e especializações capazes de garantir que a preservação, a interpretação e a difusão do conhecimento histórico sejam feitos de maneira responsável e integrada. O Curso de Introdução à História Pública, em uma semana de atividades, oferece pistas de como fazer isso, por meio de um conjunto de atividades coordenadas por profissionais renomados de dentro e de fora da academia.


A face acadêmica da história pública, a face pública da academia

Existem dezenas de programas de pós-graduação em história pública abertos nos Estados Unidos e tantos outros na Europa e na América Latina, com suas mais diversas especificidades. No Brasil, tanto a expressão "história pública" como sua prática são novidades bem-vindas em um contexto que quer ampliar os diálogos da universidade com a sociedade. Mais do que "difundir" e "divulgar", a história pública trabalha a partir de demandas e gerando demandas, tendo como sua matéria-prima a memória e a história.


O Curso de Introdução à História Pública, que se realizará no mês de fevereiro de 2011, é a primeira iniciativa desse teor no âmbito da Universidade de São Paulo e certamente uma das primeiras do país. Pretende, assim, criar um fórum de exposição e debate de ideias, práticas, metodologias e procedimentos, fomentando o intercâmbio intelectual criativo entre os praticantes.

Alguns setores de aplicação e campos correlatos ao da história pública

* Arquivística

* Estudos de manuscritos

* Preservação histórica

* Políticas públicas

* Organizações não-governamentais

* História oral e memória

* Mercado editorial

* Conservação e restauração

* Cultura material

* Consultoria institucional

* Memória empresarial

* Audiovisual: Rádio, TV, vídeo, cinema

* Internet e recursos digitais

* Museologia
Como saber mais

O Curso de Introdução à História Pública, aberto para todos os interessados, pode ser o primeiro passo. Embora seja mais imediatamente dirigido a estudantes, historiadores, professores, pesquisadores e profissionais liberais da História e de outras áreas das Humanidades, está disponível para os interessados de todas as áreas do conhecimento, com ou sem experiência prévia na área. Inscreva-se!
 
Quando: de 14 a 17 de Fevereiro/2011
Onde: USP

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo apresenta a exposição “Islã: Arte e Civilização” a partir de 18 de janeiro

Com curadoria do Prof. Dr. Paulo Daniel Farah e de Rodolfo de Athayde, a mostra reunirá mais de 300 obras do século VIII ao XXI, vindas dos principais museus da Síria e do Irã, além de obras fundamentais do Líbano, do Brasil e de países da África como Mauritânia, Marrocos, Líbia, Burkina Faso, Níger, Nigéria e Mali

Serão expostas peças de ourivesaria, mobiliário, tapeçaria, vestuário, armas, armaduras, utensílios, mosaicos, cerâmicas, vidros, iluminuras, pinturas, caligrafia e instrumentos científicos e musicais

O Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB – SP), em co-realização com a BibliASPA (Biblioteca e Centro de Pesquisa América do Sul-Países Árabes), apresenta, de 17 de janeiro a 27 de março de 2011, a exposição “Islã: Arte e Civilização”. A mostra - que já esteve em cartaz no CCBB do Rio de Janeiro - reunirá mais de 300 obras datadas do século VIII ao XXI, trazidas dos principais museus da Síria e do Irã: Museu Nacional de Damasco, Museu das Tradições Populares (Palácio Azem), Museu da Cidade de Aleppo, Museu Nacional do Irã, Museu Reza Abassi e Museu dos Tapetes, em Teerã.

Também estarão expostas obras fundamentais vindas de países da África, como Mauritânia, Marrocos, Líbia e Burkina Faso, além do Líbano e do Brasil (manuscritos produzidos por muçulmanos, escravos ou libertos no Império do Brasil), pertencentes ao acervo da BibliASPA (Biblioteca e Centro de Pesquisa América do Sul-Países Árabes). Além de obras de Nigéria, Mali e da cultura Tuaregue (povos nômades do Saara e do Sahel), do acervo Casa das Áfricas.

Ocupando todo o espaço expositivo do CCBB – SP, “Islã” terá peças de ourivesaria, mobiliário, tapeçaria, vestuário, armas, armaduras, utensílios, mosaicos, cerâmicas, objetos de vidro, iluminuras, pinturas, caligrafia e instrumentos científicos e musicais. Trata-se de um acervo pouco visto internacionalmente e inédito no Brasil.

HISTÓRIA DA CULTURA ISLÂMICA

A mostra será organizada por salas temáticas. A idéia é proporcionar um passeio por séculos de história da cultura islâmica, que nasce na Península Arábica e se expande com velocidade, absorvendo e sincretizando culturas diversas. As salas terão a paleta típica da arte do Islã, nas cores verde e azul (no mesmo tom que originou os azulejos portugueses).

Na cenografia, estarão presentes padrões copiados do nicho direito da Grande Mesquita de Damasco, marco da primeira etapa da arte islâmica, construída entre 706 e 715 e decorada sob influência bizantina. Será criado um ambiente interno com motivos islâmicos, onde se verá um chafariz árabe original.

Um portão cenográfico da arquitetura muçulmana receberá o público na entrada da exposição. Diferentes mapas e uma linha do tempo contarão os períodos de expansão territorial do Islã, destacando os mais importantes acontecimentos vinculados aos territórios islâmicos. Na sequência, serão mostradas plantas arquitetônicas das principais mesquitas, como a Mesquita dos Omíadas, em Damasco, a Mesquita da Rocha, em Jerusalém, e a Mesquita Azul em Istambul com projeção em 360° graus.

Um dos grandes destaques de “Islã: Arte e Civilização” são os fragmentos originais do Palacio Al Hair Al Gharbi, na Síria, com peças que revelam a influência greco-latina e vitrines com objetos de cerâmica e vidro, de períodos do séculos VII ao XIII, como lâmpadas de azeite em cerâmica azul esmaltada. O fundo da sala é dominado por uma peça de madeira maciça com inscrições, usada como parte de uma barreira no século XI.

A viagem ao interior do Islã segue com a Miniatura de Shahnameh e outros desenhos similares, cuidadosamente ilustrados com textos que narram histórias do século XV, que pertenceram à livraria Real de Teerã, e uma série de objetos científicos, como o astrolábio plano do Palácio Golestan, em Teerã, e o curioso astrolábio esférico de Isfahan, do século XI, que representa um globo celeste. Estas peças se relacionam com um painel sobre o saber no mundo islâmico: as inovações da Casa da Sabedoria, criada em Bagdá no século IX, os feitos do filósofo e médico Avicena, o resgate de Aristóteles pelo filósofo andaluz Averroes, entre outras mentes brilhantes que fizeram florescer essa civilização.

Um cofre guardará os tesouros da ourivesaria, com jóias da Síria do século XI, como brincos de ouro em forma de pássaros, pratas dos Tuaregues e uma exclusiva coleção de moedas antigas de várias épocas.

Depois surge a palavra e a escrita. Nesta sala, estará uma coleção de manuscritos e livros que mostram a arte da caligrafia na sua complexidade e riqueza. Um antigo exemplar do século IX de uma página do Alcorão em letras cúficas, escrito sobre pele de gazela, divide a atenção com as páginas douradas de outro Alcorão do século XVII, e um tecido bordado em ouro, que repete o padrão de uma “Sura” (versículo do Alcorão), vindo do Irã do século XVII. Há ainda uma pedra de basalto com inscrições em árabe, talvez um dos mais antigos testemunhos da língua árabe, datada do século VIII, e tábuas de escritura africanas, utilizadas na alfabetização e no aprendizado geral, e objetos para talhar e escrever. “Na caligrafia árabe, as letras adquirem formas distintas conforme sua posição na palavra, o que permite uma flexibilidade ilimitada. A caligrafia representa uma arte extremamente refinada à qual se agregam os arabescos, entre o geométrico e o vegetal. Essa arte alcançou um equilíbrio harmonioso entre as diferentes letras e os padrões decorativos, em todos os seus estilos, desde as linhas retas, angulares, da escrita cúfica (originária de Kufa, no Iraque) à elegância cursiva da thuluth e às curvas proeminentes do estilo diwani”, explica o Prof. Farah, que divide a curadoria da mostra com Rodolfo de Athayde.

Os famosos tapetes persas, arte popular levada ao máximo requinte, que sobrevive intacto em cidades como Tabriz e Isfahan, são exibidos na sequência, ao lado de trabalhos em metal e um nicho dominado por uma armadura de cota de malha de ferro do século XII, usada na época dos Cruzados. Uma vitrine central é dedicada à típica cerâmica azul, comum em todo o mundo islâmico.

Por último, somos levados ao interior do Palácio Azem, residência do Paxá, governador da Síria durante o período Otomano, último dos grandes impérios muçulmanos. Destaque para o mobiliário de poltronas e o baú crivados de madrepérolas, que são acompanhados por peças de artesanato, roupas e instrumentos musicais feitos pelo mais famoso luthier da Síria na época, Ahmad al-Hariri.

“É possível admirar o refinamento e os conceitos estéticos aplicados pelos artistas-artesãos em sua maioria anônima”, explica Athayde, que divide a curadoria da mostra com o Prof. Dr. Paulo Daniel Farah, diretor da BibliASPA.

EXPOSIÇÃO ISLÃ: ARTE E CIVILIZAÇÃO
Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112, Centro - Tel: (11) 3113.3651
Abertura: 17 de janeiro (convidados) - Exposição: 18 de janeiro a 27 de março
Idealização e Curadoria: Prof. Dr. Paulo Daniel Farah e Rodolfo de Athayde
Co-realização e Coordenação: Biblioteca e Centro de Pesquisa América do Sul-Países Árabes (BibliASPA)
Produção: Arte A Produções
Horários: terça a domingo das 10h às 20h - Entrada franca

Curso de Introdução à História Pública

O Núcleo de Estudos em História da Cultura Intelectual, ligado à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, realizará, entre os dias 14 a 17 de fevereiro, o Curso de Introdução à História Pública.

O objetivo é capacitar profissionais para levar história e memória ao público em geral por meio de arquivos públicos, centros de memória, museus, mídias, organizações governamentais e não-governamentais, entre outros canais.

O curso é destinado a estudantes, historiadores, professores, pesquisadores, profissionais liberais e demais interessados de todas as áreas do conhecimento, com ou sem experiência prévia na área.

A programação será composta por palestras, minicursos, oficinas e uma visita guiada ao Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP.

“História e visualidades, fotografia e vídeo” e “Jornalismo e divulgação científica em história e ciências humanas” são os temas de alguns minicursos que serão realizados durante o evento.

O curso será ministrado no Prédio de Geografia e História da FFLCH, localizado na Av. Lineu Prestes, nº 338, na Cidade Universitária, na capital paulista.

As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas em http://histint.vitis.uspnet.usp.br/

Oi gente, Feliz Ano Novo

Ter alimento é sinônimo de muita prosperidade. Então que o ano novo seja próspero, no sentido amplo, para todos nós.

Arroz libanês

Adaptado de um clássico da culinária árabe, este prato é uma refeição completa e contém uma série de nutrientes que auxiliam no combate à TPM.

Ingredientes
1 xícara (chá) de arroz integral
1 cebola picada
1 peito de frango com osso
250 g de carne moída (patinho, alcatra ou coxão mole)
3 colheres (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de farinha de linhaça torrada
2 colheres (sopa) de amêndoas torradas sem pele
2 1/2 colheres (sopa) de sal
2 colheres (chá) de pimenta-síria
1 colher (chá) de canela em pó
óleo de girassol

Modo de Preparo
1. Numa panela média, coloque 3 xícaras (chá) de água fria, metade da cebola picada, 1 colher (chá) de sal e o frango. Leve ao fogo alto. Quando ferver, abaixe o fogo. Deixe cozinhar por 15 minutos com a panela parcialmente tampada. Retire o frango, deixe esfriar e desfie em pedaços grandes. Reserve o caldo, que será usado para cozinhar o arroz.
2. Em outra panela, acrescente o óleo e leve ao fogo alto. Quando estiver bem quente, junte a carne moída e mexa bem até perder o aspecto de crua. Abaixe o fogo, tempere com 1 colher (chá) de sal, 1 colher (chá) de pimenta-síria e a canela. Misture bem e acrescente o arroz integral. Junte o caldo do cozimento do frango e 1 colher (sopa) de manteiga. Deixe cozinhar em fogo baixo, com a tampa entreaberta, por cerca de 1 hora até que o arroz esteja cozido (sem água no fundo da panela). Junte a farinha de linhaça e mexa bem.
3. Tempere os pedaços de frango com 1/2 colher (chá) de sal e 1 colher (chá) de pimenta-síria.
4. Leve uma frigideira grande com as 2 colheres (sopa) de manteiga restantes ao fogo médio. Junte os pedaços de frango e deixe dourar por 10 minutos, virando os pedaços de vez em quando.
5. Para servir, disponha o arroz no centro de uma travessa, os pedaços de frango em volta e salpique tudo com as amêndoas torradas inteiras ou cortadas em lâminas. Sirva imediatamente.

Fonte: http://panelinha.ig.com.br/site_novo/receita/receita.php?id=1605

Novo olhar sobre a África é revelado para a sociedade brasileira em coleção de história

Há pelo menos três milhões de anos, a África vem contribuindo com culturas, conhecimento, técnicas e tecnologias para o mundo. Tudo isso repassado ao longo do tempo não por tribos, como frequentemente se pensa a respeito dos povos africanos, mas por sociedades constituídas e organizadas. Para disseminar entre a população brasileira e entre os países de língua portuguesa essa visão diferenciada sobre o continente africano, a UNESCO no Brasil, o Ministério da Educação, por intermédio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), lançam no dia 9/12, em Brasília, a edição em português da Coleção História Geral da África.

A obra contribui para a disseminação da história e da cultura africana na educação, e também para a transformação das relações étnico-raciais no país. A intenção é fazer com que professores e estudantes lancem um novo olhar sobre o continente africano e entendam sua contribuição para a formação da sociedade.

Considerada o principal material de referência sobre o assunto, a coleção completa foi editada em inglês, francês e árabe e, pela primeira vez, tem seus oito volumes disponibilizados em português.

Conteúdo

A coleção conta a história da África a partir de uma visão de dentro do continente, usando uma metodologia interdisciplinar que envolve especialistas de áreas como história, antropologia, arqueologia, linguística, botânica, física, entre outros. Seu conteúdo permite novas perspectivas para os estudos e pesquisas a respeito da África e também para a disseminação das relações étnico-raciais no sistema de ensino brasileiro.

Os oito volumes que integram a coleção abordam o continente desde a pré-história até a década de 1980, passando pelo Egito Antigo, por diversas civilizações e dinastias, pelo tráfico de escravos, pela colonização europeia e pela independência dos diversos países. A África é destacada como berço da humanidade e de contribuição fundamental para a cultura e a produção do conhecimento científico mundial.

Além de apresentar uma história desconhecida da maior parte da população brasileira, a obra refuta ideias preconcebidas, como a que afirma que o deserto do Saara isolou norte e sul do continente. A partir do trabalho de pesquisa realizado para a elaboração da coleção, provou-se que, ao contrário, o deserto funcionava como espaço de intercâmbios, integrando o Antigo Egito à dinâmica do continente. Mostra, também, que a África manteve contatos permanentes com a Ásia, o Oriente Médio, a Europa e as Américas. Além disso, rompe com a ideia tradicional segundo a qual o continente africano era formado por tribos e não por uma sociedade organizada.

Por ter um importante papel na diáspora africana – sendo o país que conta com a maior população originária da África – o Brasil integra alguns capítulos da coleção, que abordam a influência africana na cultura brasileira. Mas, dentro da perspectiva inovadora que a obra propõe, o outro lado também é mostrado: os negros que retornaram ao continente após o período da abolição e levaram a cultura brasileira para países como Guiné, Nigéria, Benin e Togo, como pode ser observado na técnica de arquitetura de construções. Além disso, eles tiveram uma influência social, política, econômica e de desenvolvimento nessas regiões.


Base para a transformação

A Coleção é base para pesquisas de especialistas e profissionais de todo o mundo que de alguma forma lidam com a história do continente, bem como subsidia a formação de professores de diversas áreas do conhecimento. Além disso, é fonte para a produção de material pedagógico voltado para as escolas.
A iniciativa contribui para a implementação da lei 10.639/2003 (Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana).

A Coleção da História Geral da África em língua portuguesa será distribuída pelo Ministério da Educação e estará à disposições dos interessados em todas as bibliotecas públicas municipais, estaduais e distritais; nas bibliotecas das Instituições de Ensino Superior, dos Polos da Universidade Aberta do Brasil, dos Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros, dos Conselhos Estaduais ou Distrital de Educação. Os oito volumes estarão disponíveis para download nos sites da UNESCO (www.unesco.org/brasilia/publicacoes) e do Ministério da Educação (www.mec.gov.br/publicacoes) .
Mais informações em http://www.unesco.org.br/