II Sarau das Poéticas Indígenas

O sucesso da primeira edição do Sarau das Poéticas Indígenas nas Casas das Rosas em 2009 garantiu a continuidade do evento e a segunda edição terá como tema a Amazônia. Serão apresentados índios das três etnias que participaram do levante popular denominado Cabanagem no Século XIX: os Munduruku, os Mura e os Mawê. Em 2010, ao completarem 170 anos do fim dos combates cabanos, a cidade de São Paulo terá a oportunidade de conhecer as vozes, os gestos e os cantos revolucionários da floresta.

Participarão do Sarau o poeta Daniel Munduruku, que encabeça o movimento brasileiro da literatura indígena, Carlos Tiago, um jovem poeta Saterê Mawê, do Estado do Amazonas e Juju Mura, que fará a dança que herdou das suas gerações passadas, uma lembrança sobrevivente do povo Mura que foi praticamente extinto por serem grandes guerreiros e demonstra que a poética indígena não reside apenas nas palavras. Leandro Mahalem Lima, autor de Rios Vermelhos, uma pesquisa científica (USP) que discorre sobre o tema, reviverá a história dando voz aos cronistas e romancistas que escreveram sobre os rebeldes cabanos, evocando a tradição indianista dos escritores viajantes do Século XIX. A curadora Deborah Goldemberg explica o tema escolhido para o II Sarau:

“Esse ano vamos homenagear esse território tão em pauta, que é a Amazônia, e valorizar a grande importância que os índios tiveram, junto com ribeirinhos e negros escravos e libertos, nesta importante revolução brasileira que segundo historiador Caio Prado Junior é: ‘...um dos mais, senão o mais notável movimento popular do Brasil. É o único em que as camadas mais inferiores da população conseguem ocupar o poder de toda uma província com certa estabilidade. Apesar de sua desorientação, fica-lhe contudo a glória de ter sido a primeira insurreição popular que passou da simples agitação para uma tomada efetiva de poder’”.
A cabanagem teve inicio 1835 e término em aproximadamente 1840 e teve grande resistência popular. A guerra ganha sua importância porque o movimento insurgiu contra os portugueses e os luso- brasileiros, minoria branca, que detinha o poder no Estado que então era o Grão Pará e chegaram inclusive a expulsar uma almirante Inglês e seus subordinados que tentaram tolher a revolta.

II Sarau das Poéticas Indígenas
Casa das Rosas
Data: 24/04/2001
Avenida Paulista, 37 - Zona Sul - (11) 3285-6986/3288-9447

Programação:

15h - Abertura do II Sarau das Poéticas Indígenas
Deborah Goldemberg
A curadora fala sobre proposta conceitual do Sarau das Poéticas Indígenas, do recorte temático de 2010, em homenagem da Cabanagem, e apresenta os participantes.

15:15hs - Introdução à Cabanagem e a literatura sobre a Cabanagem
Leandro Mahalem de Lima
O antropólogo introduz a Cabanagem e lê textos de cronistas e romancistas que escreveram sobre a Cabanagem na tradição dos escritores viajantes do Século XIX.

15:35 - Daniel Munduruku e Carlos Tiago falam sobre a Cabanagem
Daniel Munduruku e Carlos Tiago
O escritor e o poeta apresentam sua obra e lugar de origem, comentam sua relação com os antepassados e com a Cabanagem e inicia-se o recital lítero-musical referente à cabanagem, com prosa e poemas que se vestem da emoção da história para dizer da luta dos cabanos, homens que acreditaram em um ideal, que lutaram contra a injustiça, que sonharam com esperança.

16:15 - Juju Mura dança a memória dos Mura
Juju Mura
Descendente dos Mura, Juju apresenta uma dança do universo lúdico dos Mura, que aprendeu com sua avó na infância amazônica. A memória do significado da dança foi varrida pelo tempo e a opressão, mas a força do movimento ancestral e a pintura corporal não. Altamente impactados pelo contato, vê-se nesta apresentação a capacidade de resistência e adaptação dos Mura.

16:55 – Daniel Munduruku e Carlos Tiago, prosa e poesia.
Daniel Munduruku e Carlos Tiago
Prossegue o recital lítero-musical com mais prosa e poemas pintados pela poesia da floresta, o murmúrio dos rios, do canto dos pássaros da vida que nasce no coração denso da floresta.

17:35 – Últimas reflexões sobre história e literatura Cabana.
Leandro Mahalem de Lima
O antropólogo faz suas reflexões finais sobre o tema da Cabanagem e lê textos literários contemporâneos, de cunho indianista, sobre a Cabanagem.

17:55 – Aberto para perguntas do público

Currículos:

- Deborah Goldemberg: nasceu em São Paulo é antropóloga e escritora. Estudou na London School of Economics e trabalha com desenvolvimento sustentável no Norte e Nordeste do Brasil. Estreou na literatura com Ressurgência Icamiaba (2009) e no mesmo ano lançou O Fervo da Terra (Ed. Carlini & Caniato, 2009). É curadora do Sarau das Poéticas Indígenas da Casa das Rosas, em São Paulo, e agitadora da literatura transbrasileira. Mantém o blog http://ressurgenciaicamiaba.blogspot.com
- Daniel Munduruku: nascido no Pará, Daniel é graduado em filosofia, doutorando da Universidade de São Paulo e presidente do INBRAPI, Instituto Indígena Brasileiro para a Propriedade Intelectual. Líder do movimento da literatura indígena no Brasil, ele tem dezenas de livros publicados de traduzidos para outras línguas. Mantém o blog http://danielmunduruku.blogspot.com
- Carlos Tiago: é natural de Barreirinha, Estado do Amazonas. É formado em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Amazonas e é poeta. É autor dos livros Águas do Andirá (poesia), Petrópolis e a Cidade de Pedro (história), A Quinta Estação (antologia poética) e Antopologia Poética dos Escritores Indígenas. Foi um dos vencedores do Prêmio Valores da Terra, da Prefeitura de Manaus (2002), do Prêmio Historiador Mário Ypiranga Monteiro (2008), da Academia Amazonense de letras. É fundador do CLAM - Clube Literário do Amazonas. Atualmente mora em Barreirinha ocupa o cargo de Subsecretário de cultura Turismo e Meio Ambiente.
- Juju Mura: descendente dos Mura, Juju nasceu no Amazonas, e veio para São Paulo em 2001, onde formou-se em pedagogia na FAAC, fez docência de ensino superior. É professora e divulga a cultura indígena em Cotia-SP. Sua expressão poética abrange a dança, o canto e o grafismo.
- Leandro Mahalem de Lima: antropólogo, mestre pela Universidade de São Paulo e pesquisador do Núcleo de História Indígena e do Indigenismo (NHII-USO), realizou pesquisa de mestrado sobre os lugares dos índios na Cabanagem intitulada: Rios Vermelhos, Perspectivas e Posições de sujeito em torno da noção de cabano na Amazônia em meados de 1835.

MÚSICA CONTEMPORÂENA, ARTES PLÁSTICAS, CINEMA, ARTES VISUAIS, MODA, CONFECÇÃO...

É a a terceira edição da "Take a Ride" que vai acontecer no próximo sábado, 27/03/10, na Vila Madalena - SP. Uma festa do reggae no charmoso Centro Cultural Rio Verde , uma proposta de Multiarte focada nos grooves da África e Jamaica.

Desta vez os convidados para subir ao palco são o Projetonave, em sua versão aDUBada - repertório com versões dub das músicas. Já na pista, Gabriela Ribeiro soma "lovedubs" e afrobeats para abrir a noite. Na sequência, dj B8 chega pra tocar sua fina seleção de dub e ragga. E após o show do Projetonave, Thiago Miagy traz para a pista o "Wailers Set", uma homenagem que traz o clássico e o roots da banda de Bob Marley.

Nas projeções ao vivo (live vj), a dupla Fred Siewerdt e Ciça Luchesi, do Cinema de Mão, garantem o clima do estúdio durante os shows. No varal, Mongo T-shirts, /lombra e Cardineseta mostram suas camisetas originais. Cecilia Larrea, Rebecca Budde, Zé Vicente e Adriano Rampazzo ocupam as paredes da festa.

A Take a Ride foi pensada pra democratizar o reggae e suas vertentes, numa apresentação mais leve, com misturas de outros estilos e diálogos com diversas mídias, como a projeção e as artes plásticas. A iniciativa é da estudante de relações internacionais da PUC-SP, Gabriela Ribeiro, e de Thiago Miagy, formado na mesma universidade no curso de Comunicação em Multimeios, personagens paulistanos em busca de vida simples e inteligente.

Sábado, 27 de março, Let's Take a Ride?
Serviço: A partir das 22h - Show previsto para 1:30h

R$12 - aceita crédito e débito

Centro Cultural Rio Verde Rua Belmiro Braga, 119.


“Silvíadas - O Teatro Épico do Cidadão Comum”

A UMAPAZ (Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz) convida para um encontro com Sandro Baal Demarÿ, músico, dramaturgo, diretor, pesquisador de cultura afrobrasileira, que falará sobre as experiências do Teatro Silva – O Teatro Épico do Cidadão Comum.
O evento, que integra o Ciclo de Palestras sobre MEIO AMBIENTE E CULTURA DE PAZ e tem o objetivo de estimular o diálogo sobre questões socioambientais, de convivência e sustentabilidade, será realizado no dia 27 de março (sábado), das 9h às 12h, na UMAPAZ.
Desde o ano de 2008, Sandro e sua mulher criaram o TeatroSilva, um núcleo teatral para trabalhar com jovens de escolas públicas e moradores de bairros da Zona Norte de São Paulo, abordando temas educacionais por meio da arte, teatro e música. Com intuito de construir uma sede para apresentações teatrais do núcleo, os idealizadores formularam um projeto em parceria com alunos e professores da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, da Universidade de São Paulo (USP), para construção de um EcoTeatro, que será construído a partir de materiais reciclados, reaproveitados, ou com procedimentos de bioconstrução.
Enquanto o teatro não está pronto, o grupo se apresenta em escolas da região. Além disso, também preparam e montam espetáculos com alunos de escolas públicas para apresentarem-se nas próprias escolas.

SERVIÇO: CICLO DE PALESTRAS MEIO AMBIENTE E CULTURA DE PAZ
PALESTRA: Teatro Silva - “Silvíadas - O Teatro Épico do Cidadão Comum”
Dia e Horário: 27 de março (sábado), das 9h às 12h
Local: UMAPAZ - Av. IV Centenário, 1268, Portão 7A - Parque Ibirapuera
Gratuito. Não é necessário inscrição prévia. Pede-se chegar com 15 minutos de antecedência.

Revista de História lança novo site

Acaba de ser lançado o novo site da Revista de História, do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP).
Além de continuar disponibilizando gratuitamente todos os artigos publicados na revista desde 1995, o novo site agrega algumas inovações relacionadas à facilidade de consulta e pesquisa. Uma das novidades é a possibilidade de fazer buscas por autores e palavras-chave nos índices dos artigos.

Os editores da publicação estão, atualmente, digitalizando todo o antigo acervo da revista, desde seu primeiro número, lançado em 1950. Em breve, todo o material estará disponível no site e, também, no Portal de Periódicos da USP http://portal.revistasusp.sibi.usp.br/php/index.php, onde é possível realizar buscas e pesquisa mais completas, que abarcam os textos integrais dos artigos e não apenas os índices da revista.

Fundada em 1950, pelo professor Eurípedes Simões de Paula, a Revista de História é um dos mais antigos periódicos acadêmicos do Brasil especializado nessa disciplina. Sua missão é divulgar artigos em português e espanhol, originais inéditos ou traduzidos, resenhas e edições críticas de fontes na área de história e afins.

O principal objetivo da publicação é contribuir para o debate acadêmico nas áreas de história e nas ciências humanas em geral, além de servir como meio de divulgação da produção acadêmica a um público mais amplo.
Sua periodicidade é semestral e sua publicação conta com o apoio financeiro dos programas de pós-graduação de História Social e História Econômica da FFLCH, além Programa de Apoio às Publicações Periódicas Científicas da USP.

Mais informações: http://revhistoria.usp.br
Fonte: Agência Fapesp

Festival Sul-Americano da Cultura Árabe

Em 2010, o Brasil celebra 130 anos do início da imigração árabe. Atualmente, mais de 12 milhões de árabes e descendentes vivem no país e contribuem cultural, econômica e politicamente para as sociedades locais; apenas em São Paulo, são ao menos 2,5 milhões de pessoas. Em outros países da América do Sul, a presença árabe também é expressiva.

O Festival Sul-Americano da Cultura Árabe tem como objetivo refletir sobre as manifestações culturais árabes e as contribuições dos imigrantes. A intenção é fortalecer o vínculo entre a América do Sul e os Países Árabes com base no respeito à diversidade cultural e nos laços
históricos e sociais, além de incentivar a cultura da paz por meio da aproximação dos povos.

A programação do Festival inclui cinema, literatura, teatro, música, dança, artes plásticas, contação de histórias, cordel, repente, arqueologia, fotografia, moda, gastronomia e intervenções artísticas. No dia 25 de março, instituído como o Dia Nacional da Comunidade Árabe por lei federal, a cidade de São Paulo ganhará um novo espaço de cultura e pesquisa.

Localizado na Rua Baronesa de Itú, 639, o Centro de Cultura e Pesquisa Árabe-Sul-Americano: Espaço BibliASPA possui bibliotecas com acervo bibliográfico e multimídia, centro de documentação, salas de pesquisa, editora, sala de restauro, museu, espaço para projeção de filmes e salasde exposição e de cursos.

No festival, o Espaço BibliASPA abrigará apresentações, palestras, debates, exposições, lançamentos de livros e mostras de cinema e teatro. A data do festival não foi escolhida por acaso. Criada em 1859, a Rua 25 de março logo congregou sírios, libaneses, palestinos, iraquianos,
egípcios e jordanianos, entre outros. Povos de língua árabe que aqui aprenderam o português e, em ambas as línguas, expressaram seu afeto pela pátria de origem e pela de adoção: o Brasil.

Saber mais: http://www.festivaldaculturaarabe.org/

curadoria e realização biblioteca e centro de pesquisa américa do sul-países árabes (Bibliaspa) coordenação prof. dr. paulo daniel farah pesquisa flávia mendes de sá, gabriel bonduki, gabriel mathias soares, maria nilda rodrigues dos santos, samira ahmad orra, silvia alice antibas, zaine gabriel câncio tavares produção janaína costa (executiva), thaiz menezes, rafael grangeiro, rodolfo sales, juscelei junior gerenciamento gráfico artur voltolini identidade visual e projeto gráfico bizu_design com conteúdo apoio governo federal, ministério da cultura, ministério das relações exteriores, unesco, câmara de comércio árabe-brasileira e secretaria municipal de cultura de São Paulo