Poesia revisitada - Machado de Assis

Por Alex Sander Alcântara ,Agência FAPESP

Em ensaio publicado em 1939 pelo poeta Manuel Bandeira (1886-1968), intitulado “O Poeta”, o escritor lançava uma questão fundamental sobre a produção de Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908): se o escritor carioca tivesse morrido antes de publicar as obras da chamada fase da maturidade teria sido lembrado como um dos maiores expoentes da literatura brasileira?

A interrogação de Bandeira se refere à produção da poesia de Machado de Assis, esquecida pela crítica da época e relegada a um plano secundário em relação à prosa machadiana. Passados mais de 100 anos após sua morte, pesquisadores ainda se debruçam sobre sua produção e percebem que, quanto mais se reexaminam seus textos, mas se descobre sobre o autor de Memórias Póstumas de Brás Cubas.
A prova disso é a publicação de Machado de Assis – A Poesia Completa, organizada por Rutzkaya Queiroz dos Reis, professora de literatura brasileira e coordenadora da graduação da pós-graduação em literatura do Centro Universitário Padre Anchieta, em Jundiaí (SP).
A edição com 752 páginas reúne 214 poemas publicados por Machado de Assis em livros e jornais da época. Além disso, a obra traz notas de esclarecimento sobre as origens dos textos e da publicação e revelam com detalhes cortes e modificações feitas nos poemas pelo próprio escritor.
Além disso, o livro inclui a recepção crítica aos poemas. Pela primeira vez, também foi incorporada em livro uma paródia do fragmento do Inferno da Divina Comédia, de Dante Alighieri, recuperada por Rutzkaya a partir de uma pesquisa feita por Eugênio Vinci de Moraes, da Universidade de São Paulo (USP).
De acordo com a organizadora da obra, grande parte dos poemas incluídos são conhecidos do público e já haviam sido publicados em alguns volumes anteriores, mas nunca haviam sido reunidos tal qual se encontram na coletânea.
“A contribuição original para o público se dá pela confiança que se pode ter no texto apresentado nesse volume. Os poemas de Machado de Assis que foram publicados em volumes anteriores não estavam com o texto estabelecido, ou seja, apareciam com estrofes a menos ou, às vezes, com o verso invertido e outros problemas tipográficos”, disse Rutzkaya à Agência FAPESP .
O livro é parte dos resultados de pesquisas que Rutzkaya desenvolve desde a iniciação científica e mestrado. Atualmente, está concluindo o doutorado em Teoria e História Literária do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) sobre a poesia de Machado de Assis, com orientação de Orna Messer Levin, professora do IEL.
Na iniciação científica, Rutzkaya trabalhou no “estabelecimento e fixação” do primeiro livro de poemas Crisálidas, publicado em 1864, e no mestrado com Falenas(1870), Americanas(1875) e Poesias Completas (1901). Em ambas as pesquisas, a autora recebeu bolsa da FAPESP.
A doutoranda ressalta que não analisou a poética de Machado de Assis, mas trabalhou com a “fixação” e o “estabelecimento” de textos. “Como não temos os originais, é preciso recorrer à última edição publicada e revisada pelo autor em vida”, explica ao salientar o sentido dos termos.
No doutorado, a pesquisadora do IEL estuda a “configuração do nome de Machado de Assis por meio da produção poética de 1854 a 1880, e tenta responder quem era o escritor e qual era o seu lugar na literatura brasileira antes da publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas.
No entanto, a ideia inicial desde a iniciação, segundo a pesquisadora, não era de estabelecer textos, mas analisar os poemas. “Percebi, porém, que seria impossível analisar o texto por conta da variação de uma edição para outra. Eu não sabia qual era de fato o texto do escritor, quais ele havia escrito. Era necessário organizar para depois fazer um trabalho analítico”, explica.
O “Bruxo do Cosme Velho”, como era conhecido, publicou quatro livros de poesia. Nas duas primeiras partes da coletânea, a organizadora reúne os poemas publicados por Machado de Assis em Poesias Completas, que foi último livro publicado pelo escritor em 1901.
Segundo a pesquisadora do IEL, Poesias Completas reunia alguns poemas dos três primeiros livros (Crisálidas, Falenas, Americanas ), além de poemas do livro inédito Ocidentais, que foi incorporado apenas no último livro.
“Nesse último livro, o que Machado de Assis chama de ‘poesias completas’ na verdade é uma seleção de alguns poemas dos livros anteriores, somados ao até então inédito Ocidentais, ou seja, é a palavra final do poeta sobre sua produção. Ele faz algumas mudanças, retira muitas epígrafes dos poemas, por exemplo”, diz.
Na seleção feita por Machado que consta em Poesias Completas, além dos 27 poemas de Ocidentais, o escritor selecionou alguns de cada livro. De Crisálidas, que possuía originalmente 29 poemas, sendo que 28 eram de Machado de Assis e um de Faustino Xavier de Novas (cunhado), Machado publica 12. De Falenas são selecionados 19 poemas (de um total de 29).
“Mas no livro Americanas que tinha 13 poemas, somente o poema ‘Cantiga do Rosto Branco’ foi retirado pelo escritor”, acrescenta. Na edição organizada pela pesquisadora, todos os poemas que haviam ficado de fora foram incluído na coletânea.
Recepção crítica
Na terceira parte, Rutzkaya reúne os poemas que foram publicados de forma dispersa em jornais e revistas da época. E na última traz o que se pôde recuperar da recepção crítica, ou seja, a recepção da produção poética machadiana à época de sua publicação, tanto nos livros quanto revistas e jornais, como Marmota, onde o escritor fluminense colaborou regulamente de 1855 a 1858.
Segundo a pesquisadora, aquela crítica já não sabia como lidar com a poesia machadiana, considerada inferior quando comparada à sua produção de romances e contos. Hoje algums das análises quase sempre tentam enquadrá-lo em escolas literárias e se esbarravam em lugares-comuns.
“A crítica do século 20 sempre o caracterizou como um poeta romântico, principalmente nos primeiros livros Crisálidas e Falenas. Já em Americanas também é apontado como um livro com características de um ‘indianismo tardio’, um viés também da crítica do século 19, e em Ocidentais é destaco como obra parnasiana”, diz Rutzkaya.
Mas, segundo ela, apesar de temas comuns à época tratados em seus poemas, Machado de Assis não se enquadrava em nenhuma escola. “A maneira como ele conduzia o enredo do poema vai frustrar um pouco as expectativas desse público que estava acostumado com literatura mais amena e de final feliz”, explica.
A pesquisadora cita como exemplo o poema “Pálida Elvira”, do livro Falenas. “É um poema bastante extenso, com 97 estrofes. O poema conta uma história de amor entre Elvira e o Heitor, mas no final ela morre e o Heitor se mata”, conta.
Outro ponto destacado é a presença frequentes das epígrafes. Segundo Rutzkaya, elas compõem “uma verdadeira biblioteca” e um vasto caminho de análises pode ser recolhido a partir das epígrafes, que abordam textos que vão dos gregos aos autores contemporâneos a Machado. Além disso, inúmeras outras referências literárias estão diluídas no próprio corpo dos poemas.
De acordo com a pesquisadora, o livro abre novas perspectivas de estudos sobre a produção da poesia machadiana.
“A literatura de Machado de Assis na sua época foi apontada como estrangeira e muito estranha, desde quando era poeta. Era tido como poeta estrangeiro em terras brasileiras. E, segundo a crítica, ele não fazia jus ao projeto literário da época que era de uma literatura nacional, voltada para os ícones e símbolos da nacionalidade. O que se vê é que a cada vez que se volta aos seus textos sempre nos surpreendemos com o que pode nos oferecer. Apesar de ter sido muito estudada, sua produção – principalmente a poesia – ainda é uma obra em aberto”, diz.
O lançamento oficial do livro ocorrerá no dias 25 de maio, na livraria da Editora da Unicamp, localizada na rua Sergio de Buarque Holanda, 571, em Campinas (SP).
Machado de Assis – A Poesia Completa
Organizadora: Rutzkaya Queiroz dos Reis
752 páginas
R$ 100,00
Mais informações:
www.edusp.com.br/












Virada Cultural movimenta São Paulo neste fim de semana

Conheça a programação da cultura de periferia do evento, que fica longe dos holofotes
Os dias 15 e 16 de maio estão marcados nos calendários de muitos paulistanos, que vão acompanhar uma das inúmeras atrações da sexta edição da Virada Cultural. Na noite de sábado para domingo, não haverá Lei do Psiu que breque a efervescência cultural pelas ruas da metrópole. Desde 2005, a cidade de São Paulo se inspira em Paris e promove a sua versão da Nuit Blanche, evento francês que movimenta as ruas da capital com manifestações culturais madrugada adentro. Comparações à parte, a versão brasileira da coisa tem seu charme: pelo sexto ano seguido, a Virada Cultural leva milhões de cidadãos, paulistanos ou não, aos palcos espalhados pela cidade.

Este ano, o evento ficou maior, principalmente em relação às manifestações de cinema e teatro. A cultura nerd ganhou seu lugar na Praça Roosevelt e a tribo do body modification (tatuagem e piercing) tem vez na Galeria Prestes Maia. A cultura de periferia ganhou mais espaço, mas os grandes destaques ? em termos de divulgação e de ocupação dos principais palcos do evento ? continuam sendo dos artistas internacionais. Na periferia, a Virada também agita o fim de semana.

Maior e mais rica

Nesse ano, a Virada sofreu uma reconfiguração espacial; o evento está maior e há uma maior concentração de atrações no Centro Velho e na região da Luz. A Praça Júlio Prestes recebe o palco principal com alguns artistas internacionais. Logo ao lado, a Estação da Luz é palco para orquestras, danças, desfiles e o interessante projeto Trem das Onze, no qual um trem da CPTM fará sucessivas viagens da Estação da Luz até o Braz com atrações durante o trajeto.

Outra mudança para 2010 diz respeito aos valores envolvidos na produção do grande evento. Ano passado, a Prefeitura desembolsou R$ 5,5 milhões e este ano, foram R$ 8 milhões. O valor, que teve acréscimo de cerca de 50% em relação a 2009, foi investido com infraestrutura e pagamento de cachês aos artistas. O valor propiciou a presença de grandes músicos do cenário mundial, como Barbarito Torres e Ignacio Mazacote, cubanos que participaram do ótimo documentário Buena Vista Social Club, a banda de apoio de Janis Joplin e os The Temptations (se você não ligou o nome à música, a banda norte americana foi a responsável pela melodia My Girl, do filme Meu Primeiro Amor, um dos primeiros sucessos do ator Macaulay Culkin).

Internacional principal, nacional marginal?
O grande diferencial, porém, é o fato de as bandas internacionais ocuparem o palco principal, enquanto músicos brasileiros são deixados nos palcos mais escondidos. ?Na Virada de 2010 em especial, tem se dado muita atenção aos grupos internacionais, enquanto músicos daqui são deixados nos palcos menos importantes. E, musicalmente falando, nós não devemos em nada para eles?, analisa o artista Wesley Nóog. O cantor se apresentará no Palco do Eu Sozinho, localizado no Pátio do Colégio.


Wesley, cujo show está marcado para as 2h30 da manhã, é um artista pouco conhecido pelo grande público, pois decidiu se desvincular da indústria cultural. Segundo ele, seu som é inspirado em Tim Maia, Ed Motta e Luiz Melodia. Seu trabalho chama a atenção por um outro aspecto: o CD Mameluco Afro Brasileiro foi disponibilizado gratuitamente na internet e teve mais de um milhão de downloads. ?O trabalho veio preencher uma lacuna que a indústria musical trouxe, ou seja, de produtos descartáveis, não artísticos que incentivem a reflexão. Meu CD busca exatamente isso: a reflexão sobre a diversidade do povo brasileiro; e talvez por isso o público tenha aceito tão bem?, exalta o cantor.


Wesley divide o palco com outros artistas brasileiros, como Nô Stopa, Kiko Zambianchi, Edvaldo Santana e Tião Carvalho; este último, conhecido pela difusão do tambor de crioulo e boi do Maranhão em São Paulo.
Uma outra Virada

Uma outra virada não se trata da Virada Paulista, réplica do evento que o governo estadual aplica em 20 cidades do interior paulista. Essa outra Virada acontece no município de São Paulo também, mas não no centro ? e, sim, nas periferias. Por vezes dentro do calendário oficial, por outras não, a periferia assumiu um compromisso com seus moradores e artistas e trouxe muito de sua manifestação cultural em eventos organizados por eles próprios.
Para Nóog, essa Virada tem uma riqueza maior do que a apresentada no Centro. ?Desde a década de 70, a periferia é nicho de grandes artistas, como Tim Maia, Cartola e Grande Otelo. E, a partir da década de 90, a periferia passou a produzir e consumir suas próprias manifestações culturais, tirando o holofote do Centro?, analisa o cantor.
A ideia da Virada Cultural é um forte argumento no projeto de revitalização do Centro, ou seja, levar a população ao centro da cidade e transformar a região num pólo de concentração artístico-cultural. Esse ano, no entanto, está no calendário oficial a participação dos CEUs e de onze unidades do SESC, ou seja, nas regiões periféricas da metrópole. A participação, no entanto, fica aquém da produção nas periferias.
Sérgio Vaz, poeta e fundador da Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia), reclama da atuação da Prefeitura, que não dá a devida atenção a manifestações populares, como a literatura e poesia nas periferias. ?Hoje, em São Paulo, são mais de 80 saraus acontecendo na cidade e a Prefeitura não nos convidou para o evento. Aí, a gente para e pensa: ou a gente reclama ou a gente faz. E a gente resolveu fazer nossa própria virada e prestigiar o pessoal da quebrada?, conta o poeta.
Sérgio coordena o evento no SESC Santo Amaro, com apoio da Cooperifa. Virando Poesia do Dia para a Noite ? Sarau 24 horas tenta reunir um pouco dos muitos saraus espalhados pela cidade. Para acompanhar a programação na íntegra, acesse a página oficial do evento.
Esquecido mais uma vez
Outro renegado do evento é o rap. Apesar da reconhecida importância que o Hip Hop tem no Brasil, e sobretudo em São Paulo, as apresentações do gênero ficaram restritas às periferias e diluídas em alguns palcos no centro. Diferente das edições anteriores o Hip Hop ficou sub-representado na Virada de 2010, fato que tem origens em 2007, ano no qual a Praça da Sé se transformou num campo de batalha. Durante a apresentação do maior grupo de rap do Brasil, o Racionais Mc?s, a polícia entrou em confronto com o público gerando cenas de violência que se arrastaram pela madrugada e seguiram até o início da manhã.
O acontecido marcou de uma vez por todas a posição que a organização do evento assumiria perante o Hip Hop. No ano de 2008, um palco foi montado em uma região mais hostil e lá estava um contingente policial bastante ostensivo, muito diferente dos outros palcos. Já em 2009 o Hip Hop foi diluído entre as atrações, com poucas apresentações concentradas nas periferias.
Em 2010 não foi diferente: a ausência de um palco dedicado ao Hip Hop foi alvo de muito questionamento. Na coletiva de imprensa dedicada à apresentação da Virada Cultural, o diretor do evento, José Mauro Gnaspini, justificou essa opção dos organizadores. "(O rap ficou de fora dos grandes palcos) Porque a gente considera que o espaço não é adequado e a gente tem receio de segurança, ou por causa da nossa experiência pregressa", afirma o diretor.

Algumas atrações foram destinadas à periferia e outras três ficaram no centro, é o caso de Záfrica Brasil e Instituto, na praça Júlio Prestes, e dos rappers Thaíde e Cabal, na São Bento.

Texto: Ação Educativa

A Memória do Futuro‏

Para onde vamos? Eis uma pergunta que não cessa de rondar todos aqueles que se dedicam ao universo da leitura. As bibliotecas estão condenadas? Sumirão do mapa ou assumirão novas funções na sociedade? Vamos refletir um pouco sobre estas e outras questões na mais nova e instigante biblioteca do país.

O ciclo A Memória do Futuro reúne grandes especialistas em bibliotecas para conversarem com bibliotecários, mediadores de leitura, responsáveis por acervos bibliográficos e interessados em geral sobre os rumos possíveis para as bibliotecas no mundo contemporâneo.

A cada semana, a Poiesis – Organização Social de Cultura e o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas trarão, para a moderna Biblioteca de São Paulo (que por si só já aponta tendências para o futuro da leitura), grandes especialistas no assunto para trocarem considerações com os responsáveis pelas bibliotecas públicas dos municípios paulistas.

Quando: 18/5 , 10h às 12h, com Edmir Perroti
Local: Biblioteca de São Paulo - Avenida Cruzeiro do Sul, 2.630 - ao lado da estação carandiru do metrô (linha azul). São Paulo - SP.
Inscrições : contato.spel@poiesis.org.br
Informações com Egle: (11) 3331-5549
A palestra é gratuita, com vagas limitadas à capacidade do auditório.

ABORDAGENS SOBRE A HISTÓRIA DA CULTURA INTELECTUAL: FEMINISMO, POLÍTICA E PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO

O curso ministrado pela professora Daphne Patai -- autora de trabalhos de referências nas áreas de história da cultura intelectual, literatura brasileira, feminismo, história oral, entre outras -- tem como propósito auxiliar na análise e compreensão dos rumos da vida acadêmica e da cultura intelectual de nosso tempo.

Para isso, investigará o desenvolvimento do feminismo como instrumento político e intelectual, propondo que esse caso específico possa servir como emblemático para subsidiar uma visão crítica da educação superior nos dias atuais. Questões gerais a respeito da produção de conhecimento também são abordadas: as metodologias de pesquisa, as políticas acadêmicas, o dogmatismo intelectual, o papel das teorias.

O curso será ministrado em português.

Docentes Responsáveis: Profa. Dra. Daphne Patai (University of Massachusetts, Amherst)
Profa. Dra. Sara Albieri (Universidade de São Paulo)
Nº de créditos: 02

Dias: 21 de junho (segunda-feira), 24 de junho (quinta-feira) e 28 de junho (segunda-feira)
Horário: das 14h30 às 17h30
Período de matrícula: 17 a 21 de maio
Local de matrícula: Secretaria de Pós-Graduação da FFLCH-USP, Prédio de Administração Central, Rua do Lago, 717, sala 118, Cidade Universitária, tel.: (11) 3091-4626
Inscrições: Gratuitas
Programa do curso: http://sistemas.usp.br:8080/fenixweb/fexDisciplina?sgldis=FLH5244

Informações com Ricardo Santhiago, rsanthiago@usp.br

DOE PALAVRAS

O Hospital Mário Penna em Belo Horizonte , que cuida de doentes de câncer, lançou um projeto que se chama "DOE PALAVRAS".
Você acessa o site http://www.doepalavras.com.br/ , escreve uma mensagem de otimismo, curta (como twitter) e sua mensagem aparece no telão para os pacientes que estão fazendo o tratamento.

A reação de esperança dos pacientes é de muita emoção.

Participem, não apenas hoje, mas, todos os dias, dêem um pouquinho das suas palavras e de seus pensamentos.