
Cultura Em Toda Parte
O programa Cultura Em Toda Parte, em funcionamento desde 22 de maio, busca comunidades para participar de programas culturais em cartaz na cidade de São Paulo.
Se você faz parte de alguma comunidade que por algum motivo encontra-se excluída de seus direitos culturais, fale conosco, teremos o maior prazer em atendê-los.
O programa oferece ingresso para espetáculos em cartaz na cidade, transporte em ônibus executivo e lanche aos participantes. Atendemos comunidades do município de São Paulo.
Informações: Clarissa Gaiarça
Tel.: 11 3803-9964
www.culturaemtodaparte.art.br
Pintura na margem da cidade
A mostra, realizada em parceria com o Centro Cultural da Espanha, apresenta fotos e DVDs das intervenções urbanas de Mônica Nador, que levaram cores para as casas da favela São Remo, da Vila Rhodia e do Jardim Santo André, em São Paulo, e para Maclovia Rojas, no México.Os trabalhos, realizados com pinturas em estêncil, contaram com o apoio das comunidades, que participaram de oficinas e criaram desenhos de acordo com seu repertório e realidade. O resultado foi um conjunto visual interessante e o despertar de um sentimento de pertença nos moradores.
Num movimento de apropriação simbólica do espaço público, a artista plástica Mônica Nador, paulista de Ribeirão Preto, descobriu novos caminhos para sua arte. Ela confessa sempre ter tido vocação para “pintar a cidade”, já que navegou entre estudos de arquitetura e artes plásticas. “Empunho a bandeira da beleza pura, quero transformar os lugares feios”, diz Mônica Nador. “Procuro fazer o que chamo de arte útil”.
O trabalho da artista plástica é realizado, primeiramente, com a apresentação da proposta para os moradores e a inscrição dos interessados. Em seguida, são realizadas sessões de desenho, nas quais se procura eliminar piu-pius, mickey mouses e logomarcas. É feita a transposição dos desenhos selecionados para confecção dos estênceis e se inicia a pintura das casas. Os desenhos e as cores são selecionados pelos próprios moradores.
A ação busca valorizar as pessoas e sua cultura e viabilizar um entorno menos hostil para as populações que habitam a periferia de grandes cidades. Incentiva a formação de agentes multiplicadores deste trabalho dentro da comunidade, e, em um segundo momento, a criação de atividade geradora de renda baseada nos desenhos do grupo.
Em Santo André, o trabalho foi feito por meio das ONGs Jardim Miriam Arte Clube (Jamac) e Ação Educativa, no Projeto Arte em Toda Parte, que integra as ações do programa São Paulo de Cara Nova, da Secretaria de Habitação e da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Governo do Estado de São Paulo (CDHU). O processo foi filmado pelo cineasta Carlos Jerônimo Vilhena de Toledo, que editou um documentário presente na mostra.
Visitação: 10 de junho a 12 de julho, das 10h às 18h
Museu da Casa Brasileira
Av. Faria Lima, 2705 - Tel. 11 3032-3727 Jardim Paulistano São Paulo
Ingresso: R$ 4,00 - Estudantes: R$ 2,00
Gratuito domingos e feriados
Foto: Divulgação
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Diário de descobertas
Viver bem e cuidar dos mortos: Uma viagem pelo mundo dos antepassados

Viver bem e cuidar dos mortos: Uma viagem pelo mundo dos antepassados
A morte suscita reações e sentimentos diversos e ambíguos. Os ritos funerários que permitem aos doridos e às sociedades ultrapassar essas angústias são igualmente variados e revelam muito acerca da relação que se estabelece entre o mundo dos vivos e o dos mortos, com formas diferentes em diferentes contextos etnográficos, mas sempre crucial na vida das pessoas. Do meticuloso rito de embalsamamento dos corpos nos Estados Unidos, à limpeza dos mármores nos cemitérios minhotos e aos ritos de embrulhamento dos cadáveres entre os Papel da Guiné-Bissau, o que se propõe nesta palestra é uma viagem através das atitudes perante a morte em sociedades diversas, mostrando as formas como se estabelecem rituais e laços entre vivos e mortos, se constrói a noção de “boa morte” e se transformam os defuntos em an tepassados protectores.
Quando: 17 de junho (quarta-feira) - 19hs
Local: Casa das Áfricas. Rua Eng. Francisco Azevedo, 524, Sumarezinho (próximo ao metrô Vila Madalena).
Horário: 19hs.
Inscrições: email casadasafricas@casadasafricas.org.br
tel. 3801-1718. Vagas limitadas.
Entrada franca.
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Literatura Africana
Máscaras Africanas
Diante da arte africana, os estudantes da escola EMEF Profº Mário Marques de Oliveira, da Prof. Deni Ribeiro Prado, demonstraram um fascínio bem parecido ao do pintor Pablo Picasso ao descobrir a expressão desses povos.
Criada com o propósito de divulgar e resgatar as origens africanas na cultura brasileira como elemento da construção da identidade individual e coletiva, a educadora fez algo muito pouco desenvolvido no ensino público e privado no Brasil. A arte africana, que expressa uma sabedoria simbólica, agora deixou de ser algo desconhecido e/ou estranho para esses jovens.
“Apresentei alguns modelos de máscaras, expliquei o sentido, e eles se revelaram bons artistas. Também inseri a proposta baobá como um meio de intensificar a importância da história oral, realizadas à sombra da grande árvore”, explica Denir.
Pablo Picasso
O pintor espanhol Pablo Picasso (1881-1973), foi sem dúvida, um dos maiores artistas do século XX, entretanto, freqüentemente é mais conhecido pelo público em geral e pelos livros de história da arte, por ser juntamente com George Bracke o idealizador do movimento estético denominado Cubismo, no qual exploravam diferentes graus de distorções da imagem e sobreposição dos ângulos de visão, constituindo o que denominou de cubismo analítico e cubismo sintético
É fato sabido, e assumido pelo próprio Picasso, a influência da arte africana na sua produção. Em uma das mais conhecidas obras de sua autoria, também das mais importantes para a arte moderna: Les Demoiselles de Vignon, tem como referencial para o desenho das figuras a estilização de imagens de máscaras africanas, consta que sua descoberta se deu a partir de visitas do artista ao Museu do Homem em Paris, proprietário de uma grande coleção de arte africana.
Foto: Denir Prado – Exposição dos trabalhos realizados pelos alunos da educadora, em 2008
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